Single feminina o Unicórnio do meio liberal?

Muito rara no meio liberal a single feminina podem até ser considerada unicórnio por sua raridade ou existência lendária. Vale lembrar que essa é a forma como os adeptos do estilo de vida liberal chamam as solteiras também pelo mundo afora, mas também a dificuldade que os casais e solteiros têm em encontrar reforça o título, tornam elas muito escassas nas redes de relacionamento liberais pela web e também pelo mundo real, isso dá origem à um efeito dominó não muito interessante para o meio. Muita procura, pouquíssima oferta, inflaciona as exigências delas.

SINGLE FEMININA NO BRASIL

Aqui no Brasil, é muito raro encontrar uma single feminina no meio liberal, e isso pode ser consequência da doutrina extremamente conservadora e machista da sociedade brasileira, imputando para a mulher a única posição aceitável de submissa recatada e do lar, ou seja, mulheres que tem uma visão de mundo mais igualitária e não aceitam a subserviência são taxadas como “feminazis” já as que se assumem donas do próprio corpo e que adotam uma postura mais libertária no quesito sexual, são chamadas de vagabundas no sentido mais pejorativo da palavra. Isso tudo é uma forma de limitar a liberdade da mulher em uma forma implícita e cruel, por que o homem na contrapartida é incentivado a tomar a postura de espalhar a semente pelo planeta, tentando copular com o maior numero de mulheres possíveis, enfim é um putaria amoral chamada de “moral e bons costumes”.

ENTREVISTA COM NÁDIA

Como estamos nesse cenário pouco fértil para a libertinagem, quisemos entender melhor como funciona a cabeça de uma unicórnio, como vários de nossos leitores tem a curiosidade de saber o que leva uma unicórnio a entrar e permanecer no meio decidimos fazer uma entrevista com uma famosa no sexlog e que pediu para não se identificar, então ela concordou em responder honestamente e vamos chamá-la de Nádia.

 Há quanto tempo você está no meio liberal ?

“Desde quando me casei há 7 anos atrás, dos quais fiquei casada durante 3 anos praticando swing, até que meu ex-marido recebeu uma proposta de trabalho fora do pais e eu fiquei por não consegui deixar minha família para trás. Ainda temos muita amizade e contato, talvez um dia nós retomemos, quem sabe, né? ”

Por que você ainda continuou no meio liberal após a separação ?

“Nossa, que pergunta hein! Ah, gente deixa eu ver. Antes do meu ex ir embora, nós vivemos 3 lindos anos no meio, e conhecemos muita gente que se tornaram amigos mesmo, de visitar nossa casa aos sábados, em churrascos de família, e quando eu decidi ficar, um casal de amigos muito queridos me deu muito carinho, e foi o que me manteve firme, sabe? Porque separação nunca é fácil. E eu acabei virando namoradinha deles durante quase 2 anos. E eu ainda continuo no meio por um monte de motivos. Primeiro, é que o swing tem sido parte da minha vida nesses últimos anos, durante meu casamento, quase 2 anos sendo parte de um casal e agora atualmente sozinha, e outra porque é difícil se livrar de velhos hábitos.”

Você frequenta casas de swing?

“Claro gente, adoro ir em casas de swing, club liberais e baladinhas LGBT. É lá onde eu reencontro muitos amigos e amigas, e como eu adoro dançar, eu me divirto horrores. E outra, gente, eu moro muito perto de uma casa de siwng, então como eu conheço bastante gente que frequenta lá. Me sinto até confortável em ir sozinha. Chego a ir até 2 vezes em algumas semanas, e sempre reencontro amigos. Claro que o preço que cobram de uma single conta muuuiiitooo, adoro!”

Todo mundo tem uma busca pessoal, e você o que você procura?

“(Risos) O que estou procurando? Bom eu já mencionei que gosto muito de dançar, e estou sendo sincera quanto à isso também. Espero encontrar um homem, mas se eu quero destruir casamentos? Não, evidente que não! Mas a verdade é que se o casamento não está estável, eu não posso fazer nada sobre isso. Vocês com certeza sabem que há homens casados que querem sair comigo, e expressam nitidamente esse interesse. E eu também sei, que muita gente que está lendo, está esperando que eu respondesse sempre não, eu nunca faria isso! Mas ai eu não estaria falando a verdade.

A verdade é que eu passo meu whatsapp, para quem eu quiser e vai depender do homem e da situação. Eu já passei bastante tempo reparando os casais nas casas de swing. E percebo que alguns estão claramente juntos, mas percebo também que eles realmente nem tem um relacionamento firme. Eu sei que algumas mulheres que lêem aqui vão me chamar de destruidora de lares, mas o que eu vejo é o seguinte: Não sou eu quem está destruindo nada. Ele quem é o infiel e quem é casado. Eu sou solteira, e se ele não estivesse comigo estaria com outra.

Mas sério gente, eu não quero ser ‘a outra’. No meio, eu sou tão desejável para casais e solteiros que se fosse pra eu aceitar todos os convites, eu ficaria ocupada 7 dias por semana. Eu amo ser o centro das atenções. E sei que quando danço todos os olhos masculinos estão em mim, não por eu ser a mais, mas porque eu estou solta. Sem complicações com cônjuge ser ou não compatível.

Você pediu honestidade, né? Então, eu quero encontrar alguém, ter um relacionamento sério e aberto. Mas se algum casal me convida para passar o fim de semana com eles e eu estou disponível, por que não ir? É como uma mini férias e de graça. E também a chance de conhecer o homem mais intimamente. Agora, se a esposa sabe que não pode confiar nele, por que ela vai junto? Se ela não sabe o que ele realmente quer é por que ela não quer ver.

Mesmo que eu transe com homens e mulheres, de verdade eu nem sou bissexual, eu só topo porque como uma solteira, unicórnio né (achei super bonitinho), se eu quiser ser popular eu preciso ser aberta aos dois, entende?”

E continua. Em resposta, ela afirma ter muitos receios que cercam os singles masculinos dentro das casas de swing por que sabe que muitos são casados e estão lá sem o conhecimento e consentimento das esposas, e que mesmo fazendo parte do meio ela ainda está à procura de um parceiro, no entanto ainda alimenta a esperança de algum dia retomar o relacionamento com o seu ex-marido.

Certamente essa entrevista ajudou entender melhor o universo de uma unicórnio. As aspirações que a cercam, as vontades e desejos, mas também o medo de serem julgadas. Enfim, decidimos não continuar transcrevendo os áudio por que entendemos que facilitaria a identificação dela por conta de alguns detalhes pessoais, e não queríamos precisar editar a entrevista dela. Esperamos que tenham gostado. Comentem.

 

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Reinaldo Espada

Editor e Redator da Revista Swing, aficcionado em filmes, super antenado em novidades tecnológicas, adora casas de swings e encontros liberais. Forma um casal liberal com a Raissa Espada sua esposa CRS 43965 .

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