Quero engravidar de outro, meu marido não pode ter filhos

O que você faria se fosse um marido que não pudesse ter filhos, e sua amada esposa um dia te dissesse: Quero engravidar de outro!? Na verdade, essa matéria começou sem querer, porque tivemos o privilégio de ouvir um testemunho interessante de um casal de amigos que não citaremos nomes. Enfim, iremos apenas transcrever o que foi contado. O casal é casado há 7 anos e sempre tiveram a vontade de ter filho, no entanto a contagem de esperma do marido era insuficiente.

“Há três anos atrás, depois de muita espera na fila de adoção, e uma tentativa de inseminação in vitro fracassada, minha esposa estava ficando muito deprimida. Eu não podia dar o filho que ela tanto desejava. E aquilo me frustrava muito, mas eu não via mais saída, e nós não éramos do meio liberal. A minha criação foi muito tradicional, quase que ortodoxa de tão rigorosa. Então óbvio que eu nem pensava em minha mulher com outro.

Quero engravidar de outro

Até que um dia, quando eu cheguei do trabalho a encontrei chorando, sem entender muito bem, mas já deduzindo o motivo eu fui acudir. E perguntei: Por que você está assim amor? Ela respondeu: Meu aniversário de 33 anos está chegando e eu me dei conta que estou ficando mais velha, em breve não poderei mais ter meu filho, já gastamos muito dinheiro com a inseminação, e o tempo está acabando. Eu retruquei: Mas amor, já esgotamos nossas opções, não temos mais dinheiro para uma outra inseminação, eu te amo, mas não sei mais o que posso fazer. Então ela enxugou um pouco o rosto e disse: Eu também te amo muito, mas tem uma opção que a gente nem considerou, e se outro homem nos desse essa criança? Você aceitaria criá-la comigo como sua e ainda continuaria me amando? (ou seja, Quero engravidar de outro).

Aquela pergunta me fez sentir tremores, arrepios e muita raiva. Que mulher doida, ela quer transar com outro e ainda eu tenho que assumir? Nesse dia eu briguei muito com ela por causa dessa conversa. Esbravejei, xinguei, ameacei ir embora. Até que ela me fez a seguinte pergunta: Você disse que me ama, nós ficamos mais de 3 anos na fila para adoção com a sua insistência. Então, porque você aceita adotar o filho de outra mulher e não aceita adotar o filho da sua mulher? Claro que eu não tinha uma resposta para isso. Mas continuei a discussão para não perder a razão. Mas isso me fez pensar muito. Nesse dia eu fiquei no quarto de hóspedes. Dois dias depois, eu liguei para ela no trabalho, e falei: Tá bom, eu aceito mas tenho uma condição, o pai não pode saber. Quando a gente chegar falamos mais.

O Bom Plano

Bom, em resumo nosso plano era ela transar com os candidatos mais parecidos comigo possível no período fértil dela, mas ai começaram nossas preocupações. O candidato era saudável? Ela iria sair com ele sozinha? Quem estaria apto a sair com ela? Basicamente foi isso que nos fez entrar no meio liberal, fizemos cadastros em alguns sites de relacionamento. Era muito difícil encontrar candidatos com exame em dia, e isso era requisito básico. Então tive a ideia de começar a dizer que o motivo dos exames era por conta do fetiche da minha esposa de sentir muito esperma dentro dela. Curiosamente isso foi um excelente motivador para os comedores e começamos a conseguir encontros com candidatos muito bons. Foram 3 meses de encontros em flats, hotéis, nosso segundo apartamento e onde conseguíamos, até que a menstruação dela atrasou.

Quando o teste de sangue deu positivo, ambos choramos muito. E o que me deixou muito feliz, é que quando a menstruação dela atrasou, eu estava sempre participando das transas. Nunca fizemos o teste de DNA, mas fica aquela sensaçãozinha de que pode ter sido o meu que ganhou a corrida. Enfim, nosso filho hoje tem 2 anos, nosso casamento é sólido, eu e minha mulher estamos realizados. Como viciamos na brincadeira, estamos planejando o irmãozinho”

Métodos científicos são caros

Fertilização in Vitro

A fertilização in vitro em termos leigos é um método de inseminação do óvulo. Primeiro a mulher recebe doses de hormonio para prepara-la para a coleta. Em seguida, ela recebe uma injeção para provocar a maturação do óvulo. Com uma agulha especial e um ultrassom trans vaginal o médico faz a captação do óvulo por meio de aspiração. Então os espermatozoides com melhor motilidade e forma são escolhidos e colocados em contato com o óvulo para fecundá-lo.

Quando há problemas graves com a quantidade ou qualidade dos espermatozóides, e o número é insuficiente para a fertilização in vitro convencial, a alternativa é a realização de uma microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides. Só para chegar até esse ponto, tente imaginar a quantidade de profissionais qualificados são necessários. Agora imagine quanto cada um cobra para fazer sua parte. Pois é, o procedimento é bem caro.

Reprodução assistida e Banco de Sêmem

Ao ano, em média 30 mulheres procuram a clínica Hunttington Medicina Reprodutiva, em São Paulo, onde trabalha o médico Maurício Barbour Chehin, especialista em reprodução humana. Em Brasília, na clínica Genesis, essa média é de 10 mulheres. Esta, como outras clínicas de reprodução assistida na capital, importa sêmen de São Paulo.

O médico Adelino Amaral atende mulheres das classes A, B e C com o mesmo sonho de ser mãe. Ele conta que “o sêmen custa em torno de R$ 2 mil. Um preço alto não só pelo custo do transporte, como também porque o doador passa por uma série de exames durante a triagem até ser aprovado. Outro custo refere-se à produção ovariana da mulher durante as tentativas de inseminação intrauterina. No total, diria que é um tratamento em que se gasta por volta de R$ 4 mil a 5 mil”.

Também não é um procedimento barato se levar em conta a taxa de sucesso. Segundo O Conselho Federal de Medicina ainda não sabe exatamente quantas brasileiras optam pela produção independente em clínicas de fertilização. “As estatísticas em relação a isso são falhas e temos dificuldades de apurar”. Explica o médico José Hiran Gallo, coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM.

Questões sobre moral e costumes

Por lógica a mulher que quer gerar uma criança, sente o desejo de carregar a criança em seu próprio ventre durante toda a gestação. Sim, ela quer sentir o peso da barriga, as dores nas costas, os enjoos,os pés inchados a irritação e a vontade de comer que as outras mulheres têm. E isso não é satisfeito com adoção, apesar de ser um gesto de humanidade gigantesco. Enfim, mesmo sabendo que ser mãe é muito mais do que apenas carregar a criança no colo, não dá para culpar a mulher que quer isso para si. Mas ao fazer pesquisas sobre esse tema, percebemos que muitas mulheres esbarram em questões éticas e morais levantadas pelos próprios parceiros. O machismo atacando novamente.

Mesmo optando por métodos difundidos, não são poucos os homens que sentem-se com sua masculinidade castrada ao ter que aceitar sua parceira recorrer a tais métodos para concepção.

Concluindo…

Veja a beleza do universo liberal, o depoimento do casal de amigos mostrou uma saída racional para o problema deles. Mas era necessário pensar fora da caixa, era necessário se despir de preconceitos, porque a felicidade são momentos. E os momentos somos nós mesmo quem criamos. Bora ser feliz!

 

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Reinaldo Espada

Editor e Redator da Revista Swing, aficcionado em filmes, super antenado em novidades tecnológicas, adora casas de swings e encontros liberais. Forma um casal liberal com a Raissa Espada sua esposa CRS 43965 .

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