Clube do carimbo – Um perigo, previna-se.

Falar sobre o clube do carimbo é um assunto pesado para a revista. Mas como nossos leitores já sabem, odiamos tabus, por isso falamos mesmo. Depois da reportagem lá no Fantástico da TV Globo, e a enxurrada de matérias escritas, falando sobre a existência de tais grupos de pessoas, nós vimos que essa é uma notícia alarmante. Afinal ser liberal te coloca em um grupo de risco assim como fazer parte da comunidade LGBT o faz. Probabilidades. O fato é que uma pessoa que transa mais e com mais parceiros tem maior probabilidade de contágio que uma pessoa que transa pouco e com um único parceiro. Lógica simples pessoal. Não pare de ler, isso vai ser interessante, prometemos!

Quando começamos estudar para escrever sobre o assunto, confesso que estávamos propensos a escrever uma matéria alarmista. Cheia de vilões, mau feitores e as vítimas. Mas percebemos que fazer isso perpetuaria o preconceito e reforçaria o tabu. Então decidimos destrinchar o assunto para se tornar o mais didático possível. Como uma forma de alerta consciente e humano para nós que fazemos parte do meio liberal. Sem contudo, rotular os soropositivos de forma generalista.

Você tem medo do HIV? Então a melhor coisa a se fazer é buscar o máximo de informação confiável sobre o tema. Ao invés de tratar todos os soropositivos como terroristas da Al Qaeda, lembrem-se que são pessoas. Outra coisa de extrema importância é a prevenção. Sempre use preservativo na validade e íntegro. Faça você e seu parceiro(a) o exame periódico.

A seguir vamos tentar responder de forma objetiva as perguntas O que? Quem? Quando? Onde? Como? E Por que? sobre o clube do carimbo

Clube do carimbo e o que sabemos

O clube do carimbo é como se autodenominam um pequeno grupo de pessoas soropositivos que têm intenção de transmitir o HIV sem o consentimento do parceiro. Note que não são todos os soropositivos, que fazem isso, são poucos indivíduos. Relatos das ações desses poucos indivíduos, começaram a pipocar na internet há cerca de 3 anos atrás. Eles atuam em saunas, casas de sexo e orgias, em geral nas grandes capitais. Porém, já temos relatos de que tem alguns atuando em Campinas SP e outras cidades menores de outros estados.

Os encontros são marcados em casas de sexo, saunas e orgias por meio de fóruns e redes sociais. E ao que parece a ideologia desse grupinho é a de disseminar o máximo possível a doença. E está ganhando adeptos tanto os que procuram contaminar, quanto os que querem ser contaminados. Até o momento da matéria, não descobrimos se a prática está se infiltrando nas casas de swing. Mas não se iludam, existe a chance de isso acontecer, então sempre alerta.

Análise de um carimbador

Vamos analisar por um momento um indivíduo desse grupo chamado clube do carimbo. Obviamente a primeira coisa que ele tem que fazer é ter consciência que está com o vírus. Até ai, sem novidade. A segunda coisa é não morrer para conseguir se tornar parte dessa abominação de grupo. E é nesse ponto que a coisa começa a ficar controversa. Se o cidadão não quer morrer, ele deve se tratar com os coqueteis de remédios disponíveis no mercado e no SUS. No entanto, esse tratamento antirretroviral pode reduzir a quantidade de vírus no sangue. Se usado da forma certa e com adesão, a quantidade cai para menos de 1000 cópias por milímetro cúbico. Isso torna indetectável e reduz a taxa de transmissão do vírus para outra pessoa em 96%.

Partindo do princípio que o indivíduo quer continuar vivendo, então ele vai aderir corretamente ao tratamento. Porém para ele conseguir transmitir o vírus nesse clube do carimbo, ele precisa parar o tratamento. Parar o tratamento significa que ele vai sofrer todos os revés de doenças secundárias perdendo qualidade de vida. Com altíssimas chances de morrer. O que tudo isso significa para a nossa análise?

  1. O indivíduo tem que ser burro para participar do clube do carimbo, pois se ele se tratar, a chance de transmitir a doença reduz em 96%, se ele não se trata ele quem se fode DE NOVO e acaba morrendo;
  2. Ele precisa ter tendências suicidas, para parar o tratamento, logo não goza da perfeita saúde mental;

Como preservar nosso modo de vida? O swing.

Temos percebido um padrão de comportamento de casais liberais, em sites, fóruns e compartilhamento de fotos, que é o uso da camisinha. Essa é uma excelente notícia, pois se os casais não transam sem camisinha e se mantêm alertas. Logo, os praticantes do clube do carimbo se desistimulam de interagir no meio liberal.

Como os swingers podem evitar que tal prática torne-se um risco para nosso modo de vida? Essa é fácil! Com medidas simples, porém muito eficazes. Os casais devem sempre exigir o uso do preservativo. Sempre ficarem atentos aos participantes nas orgias, surubas, trocas e afins. Percebeu comportamento inadequado? Afaste-se e exclua o indivíduo da brincadeira em curso e das futuras.

 

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Reinaldo Espada

Editor e Redator da Revista Swing, aficcionado em filmes, super antenado em novidades tecnológicas, adora casas de swings e encontros liberais. Forma um casal liberal com a Raissa Espada sua esposa CRS 43965 .

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